22 de maio de 2012

Piaget e os Estádios de Desenvolvimento...


   A noção de estádio, de um certo modo, surge como instrumento de análise, indispensável para a explicação dos processos e características que se vão formando ao longo do desenvolvimento das crianças, ou seja, os sucessivos ajustamentos da criança ao meio devem interpretar-se em função desses mesmos estádios.
   
Estádio Sensório-Motor (0 - 2 anos)

  Caracteriza-se pelo desenvolvimento do recém-nascido que é descrito como o período de adaptação ao mundo exterior. É a fase em que predomina o desenvolvimento das percepções e dos movimentos. Neste, a criança não se distingue dos objetos que a rodeiam, nem compreende as relações entre estes. Ela gere os seus próprios reflexos inatos e transforma-os em ações de prazer ou interesse.
  Neste período, a criança começa a tomar consciência de si como uma entidade física separada. O seu desenvolvimento físico é acelerado, enquanto o desenvolvimento ósseo, muscular e neurológico permite a emergência e novos comportamentos, o que propiciará um domínio maior do ambiente.
   O indivíduo adquire o conhecimento por meio das suas próprias ações. Pensa-se que o contacto com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.



Principais características observáveis durante este período:
  • a exploração manual e visual do ambiente;
  • a experiência obtida com ações;
  • ações como agarrar, sugar, atirar...;
  • as ações ocorrem antes do pensamento;
  • a centralização no próprio corpo;
  • noção de permanência do objeto;



Estádio Pré-Operatório (2 - 6/7 anos)


   Este é o período da preparação e da organização da inteligência operatória concreta. A criança já deve ser capaz de manipular o seu ambiente simbólico através das suas representações ou pensamentos acerca do mundo externo. Ela aprende a representar os objetos por palavras e a manipular as palavras mentalmente. Há consideráveis mudanças físicas e a maturação neurofisiológica completa-se. Os esquemas de ação são substituídos por esquemas de representação, assinalando o início da inteligência representativa ou pensamento. 





Este período divide-se em 2 subestádios:

Pensamento simbólico pré-conceptual: ( 2 a 4 anos )

a. Os desejos tornam-se realidade;
b. Possui as seguintes características:
  1. Animismo: A criança atribui sentimentos humanos a objetivos à sua volta (bate na mesa onde se magoou);
  2. Realismo: Dá corpo, materializa as suas fantasias (medo de sair do quarto porque existe um monstro);
  3. Finalismo: Se as coisas existem, têm de ter uma finalidade. Tudo o que existe, existe para o bem da criança (as nuvens existem para tapar o sol);
  4. Artificialismo: Explicação de fenómenos naturais como se fossem produzidos pelos seres humanos (quem pintou o céu?);
  5. Egocentrismo: Tendência da criança de ligar tudo que lhe acontece com os seus sentimentos e ações (a lua segue-me...);

Pensamento intuitivo: ( 4 a 6/7 anos )

a. As crianças julgam as situações pelos dados que podem captar pelos seus sentidos;
b. Características:
  1. Irreversibilidade do pensamento: A criança não consegue reverter as operações que realizou inicialmente para comprovar o seu raciocínio;
  2. Dificuldades de transformação: Não são capazes de compreender que a quantidade pode permanecer embora mude seu aspecto ou aparência;
  3. Dificuldades de classificação: As crianças normalmente experimentam dificuldades para estabelecer e relacionar classes de objetos ou situações;
  4. Dificuldades de seriação: As crianças frequentemente têm dificuldades em ordenar ou criar séries.




Estádio das Operações Concretas (6/7 - 12 anos)

   Esta é uma fase onde o crescimento físico é mais lento do que em fases anteriores. A criança adquire uma autonomia crescente em relação ao adulto, passando a organizar os seus próprios valores morais. A grupalização com o sexo oposto diminui e deixam de confundir o real com a fantasia. O indivíduo passa a ter uma representação mental das pessoas e dos objetos, adquire uma linguagem oral, classifica os objetos pelas suas similaridades e diferenças e realiza operações matemáticas.
    Este estádio é assim caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos.

Algumas características:

  • Pensamento lógico: Surge a capacidade de fazer análises lógicas, de fazer operações mentais a um nível muito concreto;
  • Mesmo antes deste estádio a criança já é capaz de ordenar uma série de objetos por tamanhos e de comparar dois objetos indicando qual é o maior, mas ainda não é capaz de compreender a propriedade transitiva (a é maior que b, b é maior que c, logo a é maior que c).
  • Reversibilidade;
  • Pensamento descentrado (O seu pai também é filho);
  • Noção de conservação;
  • Conceitos de espaço, tempo, número e lógica;
  • Classificações e seriações.



Estádio das Operações Formais (a partir dos 11/12 anos)

   Este último estádio é caracterizado pela generalização do pensamento e por um apuro da lógica, uma vez que o indivíduo aprende a manipular ideias abstratas, a formular hipóteses e a avaliar as implicações do seu pensamento e do dos outros.
  O pensamento passa a revelar uma natureza auto-reflexiva e começam a definir conceitos e valores.

As principais características deste estádio são as seguintes:

  • A capacidade de abstração, realizando operações mentais sem necessidade de referência a objetos concretos, as operações lógicas dão-se no plano das ideias sem necessidade de apoio da percepção, havendo capacidade de generalização, análise e síntese;
  • O predomínio de esquemas conceptuais abstratos e a utilização de uma lógica formal-proposicional, um raciocínio hipotético-dedutivo que deduz as conclusões apenas de puras hipóteses sem recorrer a uma observação do real; (desvia-se do “é” para o “poderia ser”), deduz e induz de modo sistemático e organizado;
  • Pensamento perspetivista e combinatório;

21 de maio de 2012

Assimilação, Acomodação e Equilibração ...

   Assimilação: Processo cognitivo pelo qual uma pessoa integra um novo dado perceptual, motor ou conceptual nas estruturas cognitivas prévias. Ou seja, quando a criança tem novas experiências (vê/ouve coisas novas), ela tenta adaptar esses novos estímulos às estruturas cognitivas que já possui.
Piaget: “… uma integração nas estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação.”


Exemplo do que se sucede com uma criança:




   Neste caso, ocorre um processo de assimilação, ou seja, a similaridade entre o cavalo e o cão (apesar da diferença de tamanho) faz com que um cavalo passe por um cão em função da proximidade dos estímulos e da pouca variedade e qualidade dos esquemas acumulados pela criança até ao momento. A diferenciação do cavalo para o cão deverá ocorrer por um processo chamado de acomodação.   
   Ou seja, a criança apontará para o cavalo e dirá "cão" . Neste momento, uma adulto intervém e corrige, "não, aquilo não é um cão, é um cavalo". Quando corrigida, visto que se trata de um cavalo, e não mais de um cão, a criança, logo, acomodará aquele estímulo numa nova estrutura cognitiva, criando assim um novo esquema. Esta criança tem, agora, um esquema para o conceito de cão e outro para o conceito de cavalo.
   


    Acomodação: Acontece quando a criança não consegue assimilar um novo estímulo, isto é, não existe uma estrutura cognitiva que assimile a nova informação em função das particularidades desse novo estímulo. Diante deste impasse, restam apenas duas saídas - ou criar um novo esquema ou modificar um esquema existente. Ambas as ações resultam  numa mudança na estrutura cognitiva. 
   Ocorrida a acomodação, a criança pode tentar assimilar o estímulo novamente, e uma vez modificada a estrutura cognitiva, o estímulo é prontamente assimilado.
Piaget: “Chamaremos acomodação (por analogia com os "acomodatos" biológicos) a toda a modificação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores (meio) ao quais se aplicam”.




TEORIA DA EQUILIBRAÇÃO:
   
   Trata, de uma maneira geral, de um ponto de equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, e, assim, é considerada como um mecanismo auto-regulador, necessária para assegurar à criança uma interação eficiente dela com o meio-ambiente.


   A importância da teoria da equilibração é notada, principalmente, face a dois postulados apresentados por Piaget:

1. Todo o esquema de assimilação tende a alimentar-se, isto é, a incorporar elementos que lhe são exteriores e compatíveis com a sua natureza.

2. Todo o esquema de assimilação é obrigado a acomodar-se aos elementos que assimila, isto é, a modificar-se em função das suas particularidades, mas sem com isso perder a sua continuidade (portanto, o seu fecho enquanto ciclo de processos interdependentes), nem os seus poderes anteriores de assimilação.



   Esta equilibração é necessária porque se uma pessoa só assimilasse estímulos acabaria com poucos esquemas cognitivos, que seriam muito amplos, e por isso, incapaz de detetar diferenças nas coisas, como é o caso do esquema "seres". O contrário também é nocivo, pois se uma pessoa só acomodasse estímulos, acabaria com uma grande quantidade de esquemas cognitivos, porém muito pequenos, acarretando uma taxa de generalização tão baixa que a maioria das coisas seriam vistas sempre como diferentes, mesmo pertencendo à mesma classe.
Desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência ...
Piaget e o Desenvolvimento Cognitivo ...


     No estudo do desenvolvimento dos processos cognitivos, é Piaget que se sobressai graças ao seu modelo teórico que ainda hoje domina nesta área de investigação. A sua teoria elimina por completo a concepção de que a adolescência da criança é igual à do adulto. Segundo ele, a inteligência precede o pensamento, e desenvolve-se por etapas progressivas que exigem processos de adaptação ao meio. Deste modo, o desenvolvimento pressupõe a maturação do organismo, bem como a influência do meio físico e social. As etapas progressivas referidas são chamadas de estádios, que implicam sequencialidade, organização e crescimento
Jean Piaget

    Quando postula a sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em 4 estádios:
  1. Estádio sensório-motor (precede a linguagem e vai desde a nascimento até 18 meses/2 anos);
  2. Estádio pré-operatório (começa com a linguagem e prolonga-se até 6/7 anos);
  3. Estádio das operações concretas (vai desde os 6/7 anos até aos 12 anos);
  4. Estádio das operações formais (surge por volta dos 12 anos);

   Estes processos têm uma ordem fixa porque, para passar de um estádio para o outro, é necessário ter adquirido as subestruturas prévias. No entanto, o início e o fim de cada um pode variar, porque depende de vários fatores, como a hereditariedade, experiência, cultura e educação.


   Muitos autores sugerem que imaginemos a nossa cabeça como um arquivo de dados onde se inserem esquemas que são estruturas mentais ou cognitivas pelos quais os indivíduos intelectualmente organizam o meio. Estes esquemas vão ficando cada vez mais refinados à medida que a criança se torna mais apta a generalizar estímulos e por este motivo os esquemas cognitivos do adulto derivam dos esquemas sensório-motores da criança e os processos responsáveis por essas mudanças são a assimilação e a acomodação. Porém, só através da equilibração destes dois aspetos é que o desenvolvimento se dá.


   O desenvolvimento resulta em adaptação. O ser humano assimila os dados que obtém do exterior, e já que tem uma estrutura mental que não se encontra "vazia", precisa adaptar esses dados à estrutura mental já existente. Visto que as estruturas cognitivas não são inatas, mas formadas a partir da atividade do sujeito em contacto com o meio, o processo do conhecimento é o processo de construção das estruturas.

Desse modo, os fatores que influenciam o desenvolvimento são os seguintes:
  • Hereditariedade;
  • Experiência Física;
  • Transmissão Social;
  • Equilibração;

14 de maio de 2012

Desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência ...
Experiência Precoce ...


Programas de Intervenção Precoce...

   Estes programas têm como objetivo de preparar melhor as crianças de níveis sócio-económicos desfavorecidos para conseguirem atingir maior sucesso escolar. Para tal, foram produzidos os seguintes efeitos:

  • Melhores classificações na escola;
  • Menos reprovações;
  • Menos faltas;
  • Menos alunos enviados para ensino especial;
  • Maior número de pessoas a ingressarem no ensino secundário;
  • Maior número a prosseguirem estudos após o ensino secundário;
  • Menos delinquência;
  • Maior emprego;
  • Menos dependência de programas de assistência;
  • Menos detenções pela polícia;
  • Menos mulheres grávidas antes do casamento;
  • Maior preocupação em ajudar família e amigos;

   
   A conclusão que se pode tirar é que estes programas são um bom investimento para a sociedade, visto que pode mudar a vida das crianças de níveis sócio-económicos mais desfavorecidas.
Desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência ...
Experiência Precoce ...


   Dentro deste tema foram realizados muitos estudos e muitas experiências, que foram abordados no decorrer das aulas... Nós vamos destacar apenas alguns para o conhecimento geral de todos.


Nancy Bayley

    Bayley estudou o crescimento e desenvolvimento humano, tendo retirado as seguintes conclusões desse estudo:
  • Os QI's não são constantes;
  • A variabilidade do QI é maior durante os primeiros anos de vida (o que pode dever-se à variedade de estímulos que a criança consegue captar);
  • A capacidade intelectual pode continuar a crescer durante a vida, não estagna no fim da adolescência e pode aumentar até aos 50 anos (se for estimulada a tal);
  • As componentes do intelecto mudam com o nível etário e o progresso intelectual na infância ocorre em estádios qualitativamente diferentes;


David Krech

   Com os seus estudos mostrou o aumento da capacidade de aprendizagem através da influência de certas drogas, mas também a promoção da capacidade do organismo em reter a aprendizagem por parte de outras drogas.
    Krech demonstrou que quando estimulados no início da vida, os cérebros dos indivíduos tomam diferentes morfologias e diferentes termos químicos do que sem estimulação, o que permite um aumento na capacidade de aprendizagem e resolução de problemas.
   Para chegar a estas conclusões fez o seu estudo com ratos, colocando um grupo deles em meio estimulante e o outro em ambiente de estímulos homogéneos e no final matou-os para comparar os cérebros. O que se notou foi que o cérebro dos ratos do meio estimulante eram muito mais desenvolvidos podendo concluir-se que existem as diferenças já referidas acima. 


Benjamim Bloom

   Benjamin Bloom analisou, classificou e examinou todos os estudos sobre o crescimento intelectual, o que o levou a traçar uma curva de crescimento com aceleração negativa para o desenvolvimento intelectual.

  Com o aumento da idade, verifica-se um decréscimo do efeito positivo que um ambiente apropriado tem na criança, defendendo que a experiência precoce benéfica é essencial para o desenvolvimento cognitivo.
    Cerca de dois terços da nossa capacidade cognitiva máxima está formada aos seis anos (idade com que se entra para a escola). Na altura em que a educação formal se inicia, o potencial da criança para um desenvolvimento intelectual posterior tende a abrandar. Assim, revela-se necessária uma intervenção ainda mais precoce.
  Bloom concluiu que a falta de um meio ambiente enriquecedor impede o desenvolvimento intelectual da criança, mas inclui também a perda desse tempo precioso como prejudicial, visto que não existe forma de a compensar num estado mais avançado.


Joseph Altman

   Joseph Altman desafiou a perspetiva tradicional de que as crianças recém-nascidas possuem todos os neurónios que alguma vez possuirão durante a sua vida. Verificou também que, no cérebro de animais, após o seu nascimento, se desenvolvem minúsculas células nervosas (microneurónios) que proporcionam interconexões com algumas das células maiores e mais típicas do cérebro.

   Alguns neurologistas descobriram que se as sinapses não forem usadas, as espinhas dendríticas degeneram e acabam por desaparecer. Por outro lado, se uma sinapse for frequentemente usada, surgem novas espinhas dendríticas.
    Com um aumento de prática, as estruturas físicas das extremidades sinápticas alteram-se, aumentando a probabilidade de poderem transmitir as suas mensagens neuronais. 
    Também se verificou que o aparelho sensorial deverá ser estimulado pelo meio para que se desenvolva de uma forma apropriada.


Burrhus Skinner

   Burrhus Skinner, pediu aos pais, num dos seus artigos, para criarem os seus filhos na sua invenção (1945) - o Berço de Skinner. A sua invenção detinha as seguintes características:
  • Era livre de germes; 
  • Era à prova de som;
  • Possuía ar condicionado, com temperatura controlada; 
  • O bebé podia brincar e dormir sem cobertores ou qualquer roupa a não ser uma fralda;
  • O bebé tinha menos probabilidade de se constipar ou de sofrer erupções da pele.

  O berço, apesar de saudável, coloca o bebé num ambiente constante, não lhe proporcionando a variedade de estímulos enriquecedora que obteria num ambiente aleatório como o Meio, que se revela extremamente importante para o desenvolvimento intelectual. Assim, quando o bebé for demasiado grande para o berço e tiver que ser de lá retirado, pode ser tarde de mais para compensar as privações precoces a que foi sujeito.
Desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência ...
Experiência Precoce ...


   Experiência Precoce é o mesmo que uma experiência “antes do tempo”, ou seja, na área da educação/desporto define-se quando é dado um certo estímulo à criança desde muito cedo; Desse modo, tudo o que sejam experiências realizadas nesse período de tempo, nas primeiras horas ou dias, são consideradas experiências precoces. 
   A experiência precoce pode ter bases biológicas e deve ser observada. Por um lado existem processos resultantes da maturação, como o crescimento pré-natal, as mudanças na proporção do corpo e na estrutura do sistema nervoso, mas, por outro lado, o desenvolvimento das habilidades motoras e das funções cognitivas dependem da maturação, da experiência e da interação entre as duas. Assim, depois de adquirir essas competências, é através da prática e experiência que elas melhoram.
   

   Quando, no início, se começou a falar em experiência precoce argumentou-se que esta só podia estimular o desenvolvimento emocional em detrimento do desenvolvimento intelectual, mas, muito recentemente foi aceite a ideia de que esta experiência tem bastante importância no desenvolvimento intelectual.
   Um dos autores que escreveu sobre a experiência precoce foi Freud.



Período crítico...

   Freud sublinhava que o desenvolvimento da personalidade era produto das experiências vividas na infância e, nesse sentido, foram desenvolvidas escolas com o objetivo de melhorar o crescimento emocional e pessoal nestas idades.
   Os defensores do meio, como fator preponderante na formação da personalidade, em oposição aos defensores da hereditariedade, propunham que o homem aprende a seguir um estímulo apenas se este lhe for apresentado durante um período de tempo crítico. Esta forma de aprendizagem requer um encontro do meio com um potencial hereditário, no entanto, o fator mais importante é o tempo em que esse encontro ocorre. Se ocorrer demasiado tarde não ocorre aprendizagem e o mesmo acontece se o encontro do meio com a hereditariedade ocorrer demasiado cedo.
  Visto que o tempo crítico é o período favorável à aquisição de determinada competência, é importante saber quando ocorrem, para não induzirmos a criança a realizar determinada atividade quando os seus nervos e músculos não estão ainda preparados, prejudicando assim a aprendizagem. No entanto, existem poucos dados que indicam quando ocorrem esses períodos, pensando-se que coincidem com os períodos de crescimento rápido.

7 de maio de 2012

Desenvolvimento ao longo da infância e da adolescência ...
Desenvolvimento Físico ...


   DESENVOLVIMENTO FÍSICO NA ADOLESCÊNCIA

   Adolescência significa crescer e desenvolver-se até à maturidade. Atualmente, o conceito de adolescência deixou de ser um conceito puramente biológico e passou a ter sobretudo uma conotação psicossocial. É baseado neste conceito, que Munuss (1971) define a adolescência em termos:

Cronológicos– A adolescência vai desde os 12/13 anos aos 22/24 anos, admitindo-se variações de ordem individual e, sobretudo, de ordem cultural;

Sociológicos– A adolescência seria, principalmente, quando se passa a assumir determinadas funções e responsabilidades, características do mundo adulto.

Psicológicos– É um período crítico de definição de identidade do “eu”, cujas repercussões podem ser graves consequências para o indivíduo e para a sociedade;


   Em síntese, o conceito moderno de adolescência representa uma fase crítica no processo evolutivo em que o indivíduo é chamado a fazer importantes ajustamentos de ordem pessoal e social - entre eles, a luta pela independência financeira e emocional, a escolha de uma vocação própria e identidade sexual.

   O que, de facto, marca o fim da adolescência, são os ajustamentos normais do indivíduo aos padrões de expectativas da sociedade com relação às populações adultas. Este período pode ser considerado problemático pois a sociedade vê os adolescentes como irresponsáveis, desajeitados e inclinados a formas de comportamento anti-social, para não falar dos conflitos criados entre pais e filhos e entre o adolescente e a escola...
  Assim, a adolescência é caracterizada por ser um período de grandes sonhos e aspirações, que com o amadurecimento normal do ser humano ele vai aprender a discriminar o possível do desejável; é um período de transição que significa a existência de mudanças significativas na vida humana.


MUDANÇAS FISIOLÓGICAS

   Estas mudanças são progressivas e desenvolvem-se durante 3/4 anos. É nesta fase que existe um conjunto de transformações no sistema reprodutor e desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários.
   
   Mas, muitas vezes e em ambos os sexos, existe uma falta de coordenação motora resultante do rápido desenvolvimento do corpo que leva a que o adolescente se torne desajeitado, tímido e receoso de dar má impressão aos que o rodeiam.
   Desse modo, é importante que os professores e os pais, ajudem os jovens para eles se sentirem apoiados e menos preocupados com o seu crescimento físico, emocional e sexual, uma vez que todos passam por essa fase. O que faz com que eles se sintam assim é, por exemplo:

Problemas específicos das raparigas na adolescência:
  • Reação à primeira menstruação;
  • Desenvolvimento dos seios;




Problemas específicos dos rapazes na adolescência:
  • Maturação tardia;
  • Tamanho do pénis;